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Um ano de Lady Remédios: download completo grátis!

agosto 21, 2018

CapaEm celebração ao aniversário de um ano do Lady Remédios EP, meu último disco, está liberado por tempo limitado o download gratuito da versão completa pelo Bandcamp, que inclui faixa bônus, PDF com arte em alta resolução, letras e cifras.

O EP foi originalmente lançado pela Balaclava Records nas principais plataformas digitais em 21 de agosto de 2017. A edição estendida traz uma versão alternativa da primeira faixa “Microcosmo”, exclusivamente através do download pago via Bandcamp, e agora grátis por tempo limitado.

BAIXE AQUI! – Clique em ‘Free Download” e escolha seu formato preferido.

Leia o faixa-a-faixa e entrevista para o Altnewspaper que saiu em 2017.

Assista aos clipes de “Lady Remédios” e “Rã”:

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Ouça o ótimo novo disco da Betina, com participações de Bonifrate e mais

agosto 17, 2018

39454003_2108451175834783_7333982083297050624_oA Betina acaba de lançar seu novo disco, Hotel Vulcânia, do qual tive o prazer de participar como instrumentista em três faixas. Já sou fã da Betina como grande cancionista que ela é desde o Carne de Sereia (2015), mas agora ela chegou a níveis estratosféricos de melodia e verso.

Há uma identificação um tanto óbvia com a produção, da minha parte, já que ela é assinada pelo Diogo Valentino, companheiro de Betina e meu amigo-irmão desde tempos imemoriais ao longo dos quais aprendemos a pensar juntos musicalmente e desenvolver muitos códigos em comum; mas toda a sonoridade e a produção só fazem valorizar e sustentar a imaginação e a composição da Betina, que a meu ver são os Nortes desse trabalho incrível.

Estão lá mandando muito bem Luccas Villela, Irina Bertolucci, Allen Alencar, Bruno Matuck e o próprio Diogo (a banda), e mais participações de Boogarins, Tatá Aeroplano e Heloiza Abdalla. Aponto desde já como um dos meus discos favoritos desse ano.

Toquei Mellotron em “Hotel Vulcânia”, viola de 10 cordas em “Cal e cinzas” e um órgão de casiotone no refrão de “Autocrítica #7”.

Escute Hotel Vulcânia:

Bonifrate na Flip: sábado em Paraty

julho 26, 2018

Cartaz Bonifrate MAR 2018 (WEBcomVJ).jpgNeste sábado 28 de julho às 20h30, faço show solo na Biblioteca Maria Angélica Ribeiro, casa parceira da Festa Literária Internacional de Paraty e biblioteca do CEMBRA, maior escola da cidade, com projeções incríveis da VJ Telúrica, Antonia Regina Moura.

A biblioteca foi recentemente reformada e rebatizada em homenagem à primeira dramaturga mulher a ter uma peça encenada no Brasil. Nascida em Paraty e, até este ano, praticamente ignorada aqui ou alhures.

A reforma foi consequência de um processo claro e prático de luta e mobilização social que pude acompanhar de perto. A biblioteca é uma conquista material e simbólica da ocupação do CEMBRA em 2016 e de todo o movimento secundarista latino-americano dos últimos anos, dos estudantes e professores que lutam por uma educação pública de excelência.

Dito isso, será um prazer inenarrável apresentar em loops confusos nesse espaço algumas canções do Lady Remédios e uma ou outra mais antiga ou mais recente ainda, ainda mais acompanhado dos vídeos da VJ Telúrica.

O evento continua depois do show com performance de Maíra Galvão e Jeane Callegari, e com o Sarau Hilda Hilst, e com feira de publicações independentes.

Vale dar uma olhada na programação geral da casa durante a Flip (abaixo), que traz inclusive os grupos locais de teatro Olho Negro e Andantes Errantes encenando o teatro de Maria Angélica Ribeiro, mais de cem anos depois da sua última apresentação.

Tudo feito na luta, na vontade e na independência de muitas pessoas (e praticamente nenhuma instituição), dentre elas Thalita A. F. da Silva, Silvina Hurtado, Antonia Moura e Gabriela Gibrail.

Vinis à venda no local (dinheiro vivo apenas, a princípio).

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Midsummer Madness lança tributo a The Fall, ouça versão do Bonifrate pra “Psykick Dance Hall”

maio 26, 2018

 

Nossa boa velha casa, o selo Midsummer Madness (est 1989) acaba de lançar um breve tributo a The Fall que traz releituras de Loomer, Digital Ameríndio, OverEnd, DON, Estación Experimental, e a minha pra “Psykick Dance Hall”, uma faixa do primeiro disco, de 1979, que abre o tributo. Thalita da Silva incrementou o coro do refrão e Diogo Valentino masterizou. A capa é do amigo Augusto Malbouisson.
Que a voz de Mark E. ecoe nas vibrações em vinil que seguem vivas, como diz a canção.

Lariú Says: “Quando Mark Smith, fundador e vocalista da banda de Manchester The Fall morreu em 25 de janeiro de 2018, todos no midsummer madness ficaram bem tristes. A banda lançou dezenas de álbuns, todos muito inquietos. Sempre foram avessos ao establishment e fizeram músicas falando sobre isso. The Fall foi a banda que melhor entendeu e executou as ideias do punk. Não ter Mark Smith anarquizando o sempre muito bonitinho mercado da música é um golpe.”

 

Lady Remédios: Faixas comentadas e entrevista no site Altnewspaper

setembro 18, 2017

O site Altnewspaper publicou um faixa-a-faixa que escrevi pro novo EP Lady Remédios, e mais uma entrevista muito legal com o Diogo Albuquerque a.k.a. Hominis Canidae.

Leia a matéria completa aqui.

Segue uma transcrição dos comentários às faixas com referências linkadas, com seus devidos tocadores e imagens (pra ler a entrevista também clique no link acima).

1. Microcosmo

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Um épico introdutório que narra encontros imaginários entre entidades meta-históricas por trás do aparecimento de “um porto chamado Paratee”, como a cidade foi primeiro referenciada em 1598 pelo pirata Anthony Knivet.

A primeira estrofe diz respeito aos celtas, que em dado momento teriam entrado em contato com mercadores gregos e fenícios e deles recebido da ilha mítica de Hy Brazil um mineral vermelho chamado cinábrio. A etimologia do mineral se confunde à do nome do nosso país, e ambas se relacionam à cor vermelha de uma forma ou de outra. A segunda, aos povos pré-históricos que aqui habitavam ou que por aqui passavam, se reunindo e contando velhas histórias em volta dos sambaquis da Praia do Forte e da Toca do Cassununga – potenciais porém inexplorados sítios arqueológicos de Paraty.

Enfim, uma profecia é formulada por uma daquelas entidades, já nos tempos do Império Português: “serás microcosmo do Brasil”.

Essa base quebradíssima que alterna compassos de 5 e de 6 tempos foi concebida em 2009 como uma peça instrumental. Chegou a ser ensaiada pelos Supercordas quando estivemos no Estúdio Musgo, naquele ano, mas nunca chegou a engrenar. A ideia de escrever versos pra ela só veio no início deste ano de 2017, já visando a abertura do EP.

uma versão do disco que traz uma mixagem alternativa desta canção, construída em volta de violões e harmonias vocais, como faixa-bônus.

2. Lady Remédios

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Essa balada quase kinkiana foi toda escrita há dois anos, logo depois que terminamos o disco Terceira Terra, dos Supercordas, e seria destinada ao disco seguinte do grupo. Gravei uma demo pra mostrar pra banda na época, e alguns canais dessa primeira versão ficaram definitivos, como o baixo, a guitarra com phaser e os teclados Casio, que são o grande piso harmônico do arranjo.

A primeira frase do refrão já rondava minha cabeça desde que eu voltei a morar na cidade, em 2012, mas como de costume demorou alguns anos até que eu conseguisse botar uma estrutura no papel. A letra traz muitas referências ao passado recente, algumas facilmente identificáveis por quem tem algum contato com essa história daqui, outras menos: as tendas atômicas da cidade-evento fagocitando nossas culturas tradicionais; os manguezais aterrados para a construção de marinas e resorts; a grilagem de terras que começa com a monarquia e continua com os grandes conglomerados midiático-empresariais; nosso produto e moeda de troca mais tradicional – a cachaça; o Patrimônio Histérico, que era o nome de uma banda local de fins dos anos 80 e inícios dos 90; a decadência e o sucateamento do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Particularmente, acho uma das minhas melhores canções. Essa frase de metais na última parte me apareceu enquanto eu dedilhava a harmonia no violão, como uma derivação estilística de alguma canção do Blur, talvez “Country House”, ou talvez de “Tin Soldier Man” dos Kinks. Deve haver uma inspiração mais certeira a ser citada, mas sinceramente não me lembro.

Engraçado que depois de ter finalizado a mix, o resultado me remeteu a um clima geral de estranheza Gorky’s Zygotic Mynci (banda galesa que é uma das minhas maiores influências) como aquele de “3000 folhas”, dos Supercordas. Hits esquisitos, para mundos inexistentes.

3. Refúgios

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Depois de fechar quatro canções propriamente ditas, me ocorreu que seria pertinente encaixar uma ou duas colagens sonoras para lubrificar a fluência do disco. Confesso que o novo disco dos Boogarins, Lá vem a morte, teve alguma influência nisso, porque gostei muito da forma como ele flui como um álbum, mesmo sendo relativamente curto.

No fim optei por ter apenas uma faixa-colagem, que se tornou “Refúgios”. Usei um sample do falecido poeta local José Kleber (um beatnik e um boêmio, posso dizer pelo que me lembro dele dos tempos de criança) lendo seu poema “Lamentações sobre os muros de Paraty”, uma obra-prima intensa e passional que você pode ouvir integralmente no YouTube. Adicionei um sample de motor de baleeira e alguns sons de outras faixas processados e alterados no gravador de fita.

4. Lei de remédios

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A cacofonia irreverente do título atenua um pouco o peso dessa canção, que procura abordar uma permanência das mais significativas da história de Paraty: a servidão. Do movimentado entreposto de escravos dos tempos coloniais e imperiais ao balneário turístico que precariza sua juventude e serve de palco para uma das encenações mais brutais da chamada “guerra às drogas”, esse belo shopping center histórico é também uma das 3 cidades mais violentas do estado do Rio de Janeiro.

A palavra “servidão” é poeticamente emprestada da minha obra favorita do Antônio Carlos Jobim, que é o álbum Matita Perê e sua faixa-título, e daí emanam influxos que interpretei nessa gravação com sons de cordas de Mellotron, acordes bem brasileiros tocados no violão de nylon e nas vozes quase sem processamento além da passagem pela fita K7 – artifício que, aliás, foi bem comum ao longo de toda a produção do disco.

5. Rã

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Pode-se dizer que essa canção partilha com “Lei de remédios” a inspiração jobiniana da fase Matita Perê, ou talvez Terra Brasilis, misturada a uma intenção batuqueira do Beck da fase Mutations ou Deadweight.

“Rã” foi escrita há mais de dez anos. Havia a ideia de que ela integrasse o disco Seres Verdes ao Redor, dos Supercordas, mas por algum motivo ela acabou sobrando. O mesmo aconteceu com outras canções que não chegaram a ser propriamente gravadas. A única versão que chegou a circular pela internet foi apresentada pela banda no programa Música de Bolso em 2007.

Aqui ela funciona quase como uma fuga da temática mais circunscrita pelas demais canções. Ela sai pela tangente da atmosfera referencial do disco, paira leve e doce sobre as ruínas que sobraram. As vozes aeradas da Thalita Aguiar, minha companheira, ajudaram a injetar ainda mais leveza nesses velhos versos.

O vídeo editado para essa canção fecha a trilogia que engloba também “Naufrágios” (2011) e “Museu de Arte Moderna” (2013), em que editei livremente um arquivo de imagens do meu avô (que não cheguei a conhecer), filmadas em Pathé 9,5mm nos anos 50.

 

Novo vídeo: “Rã”

setembro 11, 2017

Está no ar o vídeo de “Rã”, última faixa do EP Lady Remédios. O clipe fecha a trilogia que começou com “Naufrágios” (2011) e continuou com “Museu de Arte Moderna” (2013), em que editei imagens do arquivo do meu avô, Darcy Franke, filmadas em Pathé 9.5mm nos anos 50.

O novo EP Lady Remédios foi lançado em agosto pela Balaclava Records, e está disponível para download pago no meu Bandcamp (inclui faixa-bônus e encarte completo com letras e cifras) e download gratuito no Hominis Canidae.

Assista também ao vídeo da faixa título, “Lady Remédios”.

Leia uma bela resenha do EP no site Monkeybuzz, escrita por Gabriel Rolim.

 

Novo disco Lady Remédios no ar!

agosto 21, 2017

CapaO novo disco Lady Remédios acaba de ser lançado pela Balaclava Records nas plataformas de streaming e no meu Bandcamp, onde você pode ouvir e/ou comprar o download completo com faixa-bônus exclusiva.

O download acompanha também arquivos PDF em alta resolução com capa, verso e encarte com fotos analógicas, letras e acordes das canções.

O disco tem 5 faixas e 17 minutos que trazem olhares sonoros e líricos sobre (a Vila de Nossa Senhora dos Remédios de) Paraty, cidade onde eu cresci, onde vivo atualmente, e onde o disco foi inteiramente gravado. Fotos analógicas da cidade acompanham o lançamento, e serão postadas nos próximos dias no meu Instagram.

Se você quer comprar o download mas não tem Paypal nem cartão de crédito, me escreva na aba Contato que eu mando instruções alternativas.

Espero que você curta e ajude a espalhar por aí!

Escute no Spotify ou no Deezer ou onde mais você quiser.

 

Lady Remédios EP: capa, lista de faixas, pré-venda digital

agosto 7, 2017

Capa

Essa é a capa do meu novo disco, um EP de 17 minutos chamado Lady Remédios, que estará disponível aqui e nas principais plataformas digitais no dia 21 de agosto pela Balaclava Records.

Já está aberta uma pré-venda da versão digital do disco no meu Bandcamp, que dá direito ao download antecipado da faixa-título e a uma faixa-bônus no download do disco completo (21 de agosto), exclusiva pra quem comprar no Bandcamp – um mix alternativo de “Microcosmo”, faixa de abertura. O download também inclui a arte em alta resolução e um encarte com letras e cifras pra violão.

O download do disco completo estará disponível no dia 21 de agosto pra quem pré-comprar. Você receberá um e-mail com o link pro download. Custa U$5 (cerca de R$16) e dá pra pagar no Bandcamp via Paypal ou cartão de crédito. Se você não tem nada disso e quer comprar, me escreva uma mensagem na aba Contato.

A escolha pelo download pago foi apenas uma forma de oferecer diretamente um canal de contribuição ao artista, num novo universo monopolista de grandes corporações de streaming e grandes lojas virtuais. Se você não é do tipo que gosta de pagar download, é só procurar um link nuns blogs maneiros ou baixar pelo Soulseek quando rolar, não vejo problema algum nisso.

Eis o repertório do disco:

  1. Microcosmo
  2. Lady Remédios
  3. Refúgios
  4. Lei de remédios

English:

New EP Lady Remédios is out august 21st via Balaclava Records.

A pre-order of the record is open in my Bandcamp page, it includes an anticipated download of the title track and a bonus track to be downloaded when the complete album comes out.

Tracklist is as follows:

  1. Microcosmo
  2. Lady Remédios
  3. Refúgios
  4. Lei de remédios

Assista ao vídeo do primeiro single, “Lady Remédios”:

Nova canção “Lady Remédios” no ar

julho 24, 2017

Está no ar a faixa-título do meu novo disco, Lady Remédios, um EP de pouco mais de 17 minutos que vai sair pela Balaclava Records em breve. Veja o vídeo-letra abaixo ou só desligue o monitor e flutue sobre o verde das pedras úmidas.

E leia a matéria de lançamento no Trabalho Sujo.

 

Bonifrate - Lady Remédios (capa single)

Bonifrate remixa faixa do Luneta Mágica

março 14, 2017

c8ca674de499f73f6b19f0271e16a78af1fac942A banda manauara Luneta Mágica me convidou pra remixar uma faixa do seu álbum de 2015, No Meu Peito. O disco de remixes está no ar pra audição e tem um bocado de gente bacana participando.

Usando o gancho de uma citação na faixa-título, que escolhi pra fazer a releitura, usei um sample do Eduardo Galeano dando uma entrevista durante a ocupação da Praça Catalunya em maio de 2011, além de ter dado uma chacoalhada na estrutura, gravado uma guitarra slide e um baixo e programado uma bateria bem Floyd 70. Acho que ficou maneiro, e os rapazes botaram logo na abertura do disco. Flagrem abaixo.

 

* O remix saiu creditado aos Supercordas, mas foi Bonifrate solo quem fez.

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