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Lady Remédios EP: capa, lista de faixas, pré-venda digital

agosto 7, 2017

Capa

Essa é a capa do meu novo disco, um EP de 17 minutos chamado Lady Remédios, que estará disponível aqui e nas principais plataformas digitais no dia 21 de agosto pela Balaclava Records.

Já está aberta uma pré-venda da versão digital do disco no meu Bandcamp, que dá direito ao download antecipado da faixa-título e a uma faixa-bônus no download do disco completo (21 de agosto), exclusiva pra quem comprar no Bandcamp – um mix alternativo de “Microcosmo”, faixa de abertura. O download também inclui a arte em alta resolução e um encarte com letras e cifras pra violão.

O download do disco completo estará disponível no dia 21 de agosto pra quem pré-comprar. Você receberá um e-mail com o link pro download. Custa U$5 (cerca de R$16) e dá pra pagar no Bandcamp via Paypal ou cartão de crédito. Se você não tem nada disso e quer comprar, me escreva uma mensagem na aba Contato.

A escolha pelo download pago foi apenas uma forma de oferecer diretamente um canal de contribuição ao artista, num novo universo monopolista de grandes corporações de streaming e grandes lojas virtuais. Se você não é do tipo que gosta de pagar download, é só procurar um link nuns blogs maneiros ou baixar pelo Soulseek quando rolar, não vejo problema algum nisso.

Eis o repertório do disco:

  1. Microcosmo
  2. Lady Remédios
  3. Refúgios
  4. Lei de remédios

English:

New EP Lady Remédios is out august 21st via Balaclava Records.

A pre-order of the record is open in my Bandcamp page, it includes an anticipated download of the title track and a bonus track to be downloaded when the complete album comes out.

Tracklist is as follows:

  1. Microcosmo
  2. Lady Remédios
  3. Refúgios
  4. Lei de remédios

Assista ao vídeo do primeiro single, “Lady Remédios”:

Nova canção “Lady Remédios” no ar

julho 24, 2017

Está no ar a faixa-título do meu novo disco, Lady Remédios, um EP de pouco mais de 17 minutos que vai sair pela Balaclava Records em breve. Veja o vídeo-letra abaixo ou só desligue o monitor e flutue sobre o verde das pedras úmidas.

E leia a matéria de lançamento no Trabalho Sujo.

 

Bonifrate - Lady Remédios (capa single)

Bonifrate remixa faixa do Luneta Mágica

março 14, 2017

c8ca674de499f73f6b19f0271e16a78af1fac942A banda manauara Luneta Mágica me convidou pra remixar uma faixa do seu álbum de 2015, No Meu Peito. O disco de remixes está no ar pra audição e tem um bocado de gente bacana participando.

Usando o gancho de uma citação na faixa-título, que escolhi pra fazer a releitura, usei um sample do Eduardo Galeano dando uma entrevista durante a ocupação da Praça Catalunya em maio de 2011, além de ter dado uma chacoalhada na estrutura, gravado uma guitarra slide e um baixo e programado uma bateria bem Floyd 70. Acho que ficou maneiro, e os rapazes botaram logo na abertura do disco. Flagrem abaixo.

 

* O remix saiu creditado aos Supercordas, mas foi Bonifrate solo quem fez.

Miscelânea 2014-2016

janeiro 10, 2017

Do interior da grande sequela cósmica, venho aqui atualizar alguns fatos e lançamentos semi-novos (ou mesmo nada novos) que eu, por algum motivo, esqueci de publicar no site nestes últimos 2 anos ou mais. Constam basicamente participações em trabalhos de outrem. Comecemos pelo fim.


a3919627086_101. Em outubro de 2016 saiu esse belíssimo single dos Boogarins do qual tive o prazer de participar. “Elogio à instituição do cinismo” começou a ser gravada no meu estúdio-cafofo-móvel numa das visitas do Dinho a Paraty, e foi finalizada no estúdio que os meninos montaram em Austin (EUA) pra gravar seu novo disco.
Da minha parte, tem o esqueleto desse sample batidão, os sons de Casiotone vintaginho e uns backing vocals que eu confesso que não consegui ouvir.

Essa capa genial é da Beatriz Perini.

A foto maior é de uma ruína incrível e culturalmente aproveitável que ficava ao lado da minha morada anterior, na beira da Rio-Santos, e que foi demolida poucos meses depois, provavelmente para que pessoas ricas, brancas e cínicas possam ganhar muito dinheiro e futuramente outras pessoas ricas, brancas e cínicas possam estragar a vista, retornando Zero para a comunidade e frequentando esporadicamente seus palacetes de blindex na praia quando SP dá uma trégua.


a0408132484_102. Em julho de 2015, o figuríssima lo-fi one-man-band de Recife DMingus, cujo som eu admiro de longa data, me convidou para participar da faixa de abertura do seu quarto disco Saturno Retrógrado, Xamã Orubá”.
Nunca conheci Domingos pessoalmente, mas ainda assim tenho enorme simpatia e empatia pelo sujeito, seus discos Canções do quarto de trás Fricções rodaram bastante pela minha cabeça, e foi com carinho e capricho que eu contribuí com umas vozes e umas violas de 10 cordas.
Além de mim ainda participam outros amigos/conhecidos da web, Matheus Mota, Júlio Ferraz (Novanguarda), Juvenil Silva, Zeca Viana, Daniel Liberalino, Rama Om e Graxa.


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3. No finalzinho de 2014, Simplicio Neto & Os Nefelibatas liberaram seu EP de estreia, Fuscas & DirigíveisAs cinco faixas, escritas pelo Simplicio, foram produzidas, mixadas e masterizadas por mim em Paraty, no mesmo esquema com que costumo fazer minhas próprias gravações. Além das vozes do Simpla, contribuíram Gabriel Ares com uns teclados e Felipe Rodrigues com umas baterias. O outro integrante dos Nefelibatas, Sidney, produziu o EP que veio na sequência, o ótimo Terror & Vaudeville.

O cancioneiro do Simplicio, amigo e interlocutor, é uma grande inspiração pra mim. Gosto muito desse trabalho e espero que num futuro distante ele seja descoberto por escafandros lunares que lhe alcem ao lugar que ele merece.

 


4. Em 26 de novembro, Supercordas anunciaram o encerramento das suas atividades.

5. Que eu me lembre, dei duas entrevistas em 2016, uma está no Altnewspaper e outra no Impostor.

6. Teve show de Bonifrate na loja Discosaoleo, em Belém do Pará, na programação paralela do festival Se Rasgum, acompanhado pelo Mancha na bateria. Foi maior climão. Foto roubada do Instagram do Leo:

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Bonifrate toca sábado no SESC Paraty

dezembro 10, 2015

12322688_789747811125563_8398203004609295429_oNeste sábado, dia 12 de dezembro, Bonifrate faz apresentação intimista no SESC Paraty pelo projeto Sons da Terra – diálogos musicais entre Paraty e o mundo.

O mundo será muito bem representado pelo saxofonista russo Alexander Zhemchuzhnikov, integrante da banda de Bonifrate e participante de seus três últimos discos.

A entrada é gratuita, e as senhas serão distribuídas 30 minutos antes do show (a capacidade é pequena, então é melhor chegar antes).

Eis o release do concerto:

Pedro Bonifrate é carioca crescido em Paraty, onde iniciou suas aventuras musicais ainda nos anos 90. Em 2003, formou os Supercordas no Rio de Janeiro com Diogo Valentino, também parceiro dos tempos paratienses, mas continuou a produzir e a viajar com seu projeto solo, experimentando formações diversas ao longo dos anos.
Neste concerto em formato portátil, Bonifrate recebe o amigo e companheiro musical Alexander Zhemchuzhnikov, saxofonista russo radicado no Rio de Janeiro, presente no cenário experimental e na música de improviso da cidade há pelo menos cinco anos.
A apresentação sugere interpretações únicas de canções dos três LPs Museu de Arte Moderna (2014), Um futuro inteiro (2011), Os anões da Villa do Magma (2005) e do EP Toca do Cosmos (2014), especialmente aquelas em que Alexander tocou seu sax nas gravações, mas também novas leituras e versões improváveis de outras canções.

Lançamento do vinil MAM em Paraty: registros

agosto 14, 2015
Poster de Bonifrate sobre foto de Thalita Aguiar

Poster de Bonifrate sobre foto de Thalita Aguiar

No último dia 3 de julho, Bonifrate lançou o vinil Museu de Arte Moderna e a fita Toca do Cosmos EP em Paraty, cidade onde reside atualmente, com pocket show no novo espaço Madame Duranga Brechó & Café, em programação paralela à FLIP 2015.

Os dois discos foram lançados pela Balaclava Records, e estão à venda pelo site do selo.

O jornalista Alexandre Matias, do Trabalho Sujo, esteve por lá e fez esse registro de parte de “Naufrágios” (Um Futuro Inteiro, 2011) e da faixa-título do novo vinil, “Museu de Arte Moderna”.

Alguns registros fotográficos de Matheus Augusto e Evelyn Ruman seguem abaixo.

 

Voz, Casiotone, Telecaster, as coias boas da vida. Foto: Matheus Augusto

Voz, Casiotone, Telecaster, as coias boas da vida. Foto: Matheus Augusto

Foto: Matheus Augusto

Foto: Matheus Augusto

Foto: Matheus Augusto

Foto: Matheus Augusto

 

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Fotos: Evelyn Ruman

Algumas versões + o “Rock da Paçoca” original

maio 12, 2015

Algumas versões de rocks gringos que juntei para publicar nesta última semana, duas ao vivo e duas gravações:

#1

#2

Nossas costumeiras e incidentais versões ao vivo de “Home Of The Brave”, do disco de 1997 do Spiritualized, Ladies & Gentlemen We’re Floating In Space, e de “Glory Box”, do Postishead de 1994, Dummy. Ambas foram filmadas em janeiro de 2015, no Neu Club, São Paulo, com Gabriel Ares no teclado, Diogo Valentino no baixo e Mancha Leonel na bateria (estávamos desfalcados do saxofone do Alexander Zhemchuzhnikov).

#3

Versão de “One Hundred Percent”, do Sonic Youth de 1992, produzida pra um tributo convocado pela Quintavant em 2012 que acabou não saindo (ainda).

#4

“Happiness Is A Warm Gun”, do White Album dos Beatles, para piano, baixo, kalimba, pandeirola, tambor e voz, gravada em quatro canais na fita cassete em 2004 ou 2005.

E falando nisso, saiu esses dias o incrível novo disco dos Acessórios Essenciais, com a versão original de “Rock da Paçoca”, canção que eu reli ano passado no EP Toca do Cosmos (à venda aqui em fita cassete). Escute a original que saiu agora, e na sequência o meu cover do ano passado.

May Day! Clipe de “Revoluções” no ar

maio 1, 2015

Rev prtscrEstá no ar neste 1° de maio o novo clipe de “Revoluções” – faixa do LP Museu de Arte Moderna – editado a partir de imagens de arquivo colhidas na internet.

O site Popload lançou o vídeo na véspera do feriado do dia das lutas trabalhistas.

Dado que a arte nunca escapa totalmente ao seu entorno político, esta colagem é dedicada a todas as trabalhadoras e trabalhadores que têm ocupado as ruas pela ampliação de seus direitos, e não pela redução dos mesmos.

O site também publicou um pequeno texto meu, que segue logo abaixo do vídeo.

O LP Museu de Arte Moderna está à venda pela Balaclava Records – compre aqui! – e disponível para download gratuito neste site (clique na capa ao lado).

 

Rev prtscr“Revoluções” foi escrita em 2012 para o álbum que veio a se chamar Museu de Arte Moderna. No mesmo ano, antes do disco ser lançado, já estava sendo tocada com a banda – é uma das que melhor funcionam no palco, e tende a ser mais pesada e guitarrada ao vivo.

Os versos são desses que permitem leituras muito diversas. Pode-se estar falando de um flerte que não deu muito certo, ou interpretada como a fala de um intelectual marxista à classe operária (o que é, alegoricamente, bem parecido com um flerte que não deu certo), isso para ficar só no que me ocorre. As pessoas sempre levantam interpretações inusitadas das minhas canções, o que é muito maneiro.

É certo que ela ganhou uma nova perspectiva depois de junho de 2013, principalmente com um refrão que é uma espécie de arenga aos pequenos revolucionários que existem em nós. “Vem, vamos correr os riscos.”

Já era tempo de fazer um clipe para ela, potencial single que é, aproveitando que o LP foi lançado há pouco em vinil pela Balaclava Records. Então montei uma narrativa não muito linear, mas um bocado figurativa, a partir de imagens de arquivo catadas na internet. Priorizei filmagens de levantes populares ou revoluções comunistas do século XX, mas couberam também alguns trechos de filmes mudos obscuros, principalmente soviéticos. Isso e mais um pouco, tudo organizado de modo a trazer uma perspectiva sobre a tremenda confusão político-ideológica em que nos encontramos agora.

 

Entrevista com Bonifrate no site português Altamont + resenha norte-americana de ‘Sapos alquímicos’

abril 1, 2015

Altamont entrevistaHá poucas semanas, o site português Altamont publicou uma matéria introdutória sobre Bonifrate. Agora está no ar uma entrevista completa, por Tiago Freire. Conversamos sobre trajetória musical, rock alternativo brasileiro, projetos futuros, Boogarins e muito mais. Leia a entrevista na íntegra!

Também acaba de sair uma resenha do recém relançado Sapos alquímicos na Era Espacial no blog norte-americano Space Rock Mountain, sempre atento aos nossos sons. Leia aqui!

Primeiro EP “Sapos alquímicos na Era Espacial” (2002) de volta com faixas-bônus em download gratuito

março 23, 2015

Sapos alquímicos - capa em alta editNo verão de 2001 para 2002 eu fazia em Paraty as primeiras gravações como Bonifrate, reunidas na fita super lo-fi Sapos alquímicos na Era Espacial (EP?). Muitas das primeiras canções em português que eu escrevi estão aí, o único outro idioma presente está em “Mae’r llyfr ar y bwrdd” – um exercício de composição em galês. O EP foi gravado em 4 canais, direto na fita cassete, num tempo em que eu mal entendia o uso de coisas como delays ou reverbs, e contém versões originais de músicas posteriormente regravadas como “Seqüelagem” (em Toca do Cosmos EP, Bonifrate, 2014) e “Frog Rock” (em Seres verdes ao redor, Supercordas, 2006). Mais ou menos na mesma época, eu e Valentino, futuros Supercordas, fazíamos o único concerto do Vitrola Photossintética, no Armazém Caborê em Paraty, junto com Adriano na bateria e Matheus nas percussões e ruídos (foto abaixo, pra se ter uma ideia de como éramos moleques). Muito do repertório deste show saiu do Sapos alquímicos. Agora a peça está novamente disponível para download, com remasterização caseira e 3 faixas bônus, gravadas em abril de 2002. Essas canções apareceram no single Substâncias cósmicas. A primeira, faixa título do single, deve ser das mais desconhecidas. A segunda, “Unicórnio 2D”, andou circulando por aí depois de entrar na trilha do filme independente Apenas o fim, de Matheus Souza. A terceira, “O álcool é piegas”, foi regravada em 2005 para o disco Os anões da Villa do Magma, lançado pela Open Field Records em 2007. Recomendo pra quem não se importa em ouvir sons toscamente gravados e tocados, e pra quem se interessa pelas raízes de algumas das intuições musicais que desaguaram na música que faço hoje. Escute abaixo, ou clique em “download” e entre “0” para baixar gratuitamente.

Atualização: saiu uma resenha do relançamento no blog norte-americano Space Rock Mountain – leia aqui!

Vitrola Photossintética em 2002, no Armazém Caborê, Paraty. Da esq para a dir, Matheus, Valentino, Adriano e Bonifrate.

Vitrola Photossintética em 2002, no Armazém Caborê, Paraty. Da esq para a dir, Matheus, Valentino, Adriano e Bonifrate.

Gravador de 4 canais de fita cassete Yamaha, Paraty, 2002.

Gravador de 4 canais de fita cassete Yamaha, Paraty, 2002.

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